All our dreams can come true, if we have the courage to pursue them.

Walt Disney

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Trabalho de Meio de Semestre - O que representou?


De todos os trabalhos que nos foram propostos este semestre, um dos mais importantes e com mais peso na avaliação, foi o Trabalho de Meio de Semestre. Tínhamos à escolha três questões, referentes a três disciplinas diferentes: uma de comportamento organizacional, uma de macroeconomia e uma de ética. Optei pela questão de ética pois, uma vez que só estou a fazer macro agora e ainda não me inscrevi a comportamento, achei que seria mais fácil responder a uma questão usando alguns conhecimentos que já adquiri.
Não tive grandes dificuldades em realizar este trabalho, mas sei que pus em prática muitas competências que já aprendi em PMI, como pesquisa e selecção de informação, produção de texto, resumo, criatividade, entre outras.
Considero importante a realização deste trabalho pois permite-nos por em prática os conteúdos apresentados em PMI, desenvolvendo o nosso conhecimento em relação a outra matéria. Penso também que é importante a relação entre as cadeiras, pois todas elas se completam e são importantes para o nosso futuro, e este Trabalho de Meio de Semestre é uma das melhores maneiras de o fazermos.
Gostei bastante de realizar este trabalho pois tive oportunidade de aplicar os meus conhecimentos e ao mesmo tempo, de aprender coisas novas.


Trabalho de Meio de Semestre

Questão 1

"(...) toda a arte e toda a investigação, toda a acção e toda a escolha parecem tender a algum bem."
Aristóteles, Ética a Nicómaco, Org: J. Marias, M. Aráujo, Centro de Estúdios Constuticionales, 1985, I, I, 1094ª

A partir do excerto diga qual o fim último da ética aristotélica e o papel da virtude na prossecução desse fim.


A Ética pode ser definida como o objectivo de uma boa vida com e para os outros, em instituições justas. Rege-se sobe um princípio fundamental da alteridade, ou seja, o respeito pelos outros seres humanos na sua inerente dignidade. A Ética procura, também, responder a três questões fundamentais: o que devemos fazer, o que devemos nós fazer no sentido de evoluir em conjunto com os outros indivíduos, e que tipo de pessoa eu devo ser.
Existem inúmeras Teorias Éticas, mas uma das mais importantes é a Ética Aristotélica. O filósofo grego Aristóteles nasceu na Macedónia em 384 a.C.. Foi discípulo de Platão e é o autor das obras "A Ética a Nicómaco" e a "Ética a Eudemo". Segundo ele, o homem deve agir de acordo com a sua natureza e ter em conta as circunstâncias que o rodeiam, utilizando-as como apoio e não como obstáculo à sua acção, alcançando assim o equilíbrio entre o bem humano e a felicidade. A felicidade é uma forma de viver baseada na virtude. A virtude pode ser entendida como acção, hábito e maneira habitual de ser, ou seja, costume. Assim, Aristóteles procura estudar o modo como a felicidade é utilizada como o bem do ser humano. As virtudes podem ser divididas em dois grandes grupos. Podem ser classificadas como morais, aquelas que são adquiridas como resultado do hábito, e são classificadas como intelectuais, as que resultam da educação, e por isso precisam de experiência e tempo. Para Aristóteles, uma vida ideal será aquela que consegue de uma maneira saudável, consistente e responsável, conciliar as nossas virtudes com o divertimento, pois apesar dos seres humanos terem tendência para escolher sempre o segundo, ele não é válido por si mesmo, é utilizado de maneira a relaxar-nos para nos tornar aptos para desempenhar as actividades sérias.
O que o excerto apresentado nos quer dizer, é que todas as nossas decisões, todos os caminhos que escolhermos, todas as acções que efectuamos, têm por fim atingir a felicidade, ou seja, o modo de vida que todo o ser humano anseia conseguir ter. Através da educação, os homens serão desenvolvidos como seres com hábitos virtuosos, o que lhes permitirá atingir essa felicidade. Esta é a maneira de explicar a importância das virtudes. Através delas, saberemos como agir, e quais serão as melhores decisões a tomar, protegendo-nos de certa forma das tendências opostas e dos seus efeitos destrutivos para os seres humanos.
Em suma, as virtudes têm um papel muito importante no alcance do fim último da Ética Aristotélica, pois a pessoa virtuosa desenvolve uma sabedoria prática que lhe permite saber como e onde deve aplicar essa sabedoria em cada circunstância.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nuovo Cinema Paradiso



Esta aula sobre a Máfia Siciliana relembrou-me um dos meus filmes favoritos. Chama-se Nuovo Cinema Paradiso, é italiano, passa-se na Sicília e é realizado por Giuseppe Tornatore. Salvatore di Vita é um realizador bem sucedido. Certo dia, recebe um telefonema a dizer que o seu velho amigo Alfredo havia morrido. Isso leva a que Salvatore relembre a sua infância, passada nos tempos da 2ª Guerra Mundial, e a sua grande amizade com Alfredo, construída através do amor de ambos pelo cinema.
Este filme ganhou um Óscar na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro" e um Globo de Ouro nos E.U.A. na mesma categoria.
A primeira vez que vi este filme foi em 2008 e fiquei logo apaixonada por ele. Em cada cena somos surpreendidos e não é nada previsível. Foi um filme que me tocou pela mensagem que transmite e por me ter ensinado a dar valor às pequenas coisas da vida. Mostra-nos também como era o cinema naquela época. Apesar de o achar fascinante, considero que não é o género de filmes mais apreciado pelas pessoas da minha idade, pois além de ser de 1989, é um filme italiano. Contém também uma banda sonora fantástica, composta pelo conhecido Ennio Morricone.
Aconselho-o a todos!



A Máfia Siciliana

A Máfia é uma organização criminosa cujas actividades estão submetidas a uma direcção colegial oculta, e que consiste numa estratégia de infiltração da sociedade civil e das instituições. Pode-se também falar de sistema mafioso. A Máfia surgiu no sul da Itália na época medieval. Os seus membros eram lavradores de terras que pertenciam a poderosos senhores feudais. Porém, os lavradores queriam dividir essas terras e começaram a vandalizar as plantações e os locais onde se encontrava o gado. Quem quisesse evitar este vandalismo tinha de fazer um acordo com a Máfia.
A Máfia é considerada uma grande família, com hábitos, formas de proceder, estratégias de negócios, políticas e hierarquia. Pode ser considerada uma metáfora de Organização. A Máfia tem uma estrutura, onde pode ser representado o sistema de relações entre os indivíduos da mesma. Tem uma estratégia, ou seja, um plano onde são apresentados os objectivos, as políticas e os programas. Obedece, também, a um conjunto de processos que lhe permite atingir os seus objectivos finais. Tem as "pessoas", isto é, os colaboradores cuja gestão requer o desenvolvimento de processos de recrutamento, selecção, formação e desenvolvimento, que, no caso da Máfia, é processo bastante rigoroso, porque nem toda a gente é "digna" de receber um voto de confiança dos chefes de família. E tem também recompensas para os colaboradores, que quando melhores forem, mais rapidamente se alinham os interesses destes com os interesses da Máfia. Obedece também a uma hierarquia muito desenvolvida.



Um dos trabalhos que nos foram propostos esta semana, foi a elaboração de um logótipo para a Máfia Siciliana. Optei por apresentar no meu um polvo, pois penso que não podia representar melhor as actividades da Máfia. A ideia que quero transmitir é que os seus membros conseguem controlar todas as actividades do país, sejam políticas, económicas, sociais, etc. É como se a sua presença estivesse espalhada por todo lado e fosse impossível fugir-lhe. Espalha-se como os tentáculos do polvo, por todo o sistema, pois os "mafiosos" controlam a polícia que eles mesmo recrutam, encomendam a construção de edifícios p
ara eles, são donos de bancos, desenvolvem os seus próprios mercados, têm os seus próprios parceiros comerciais internacionais... Ou seja, controlam tudo.
Apresento o meu logótipo em baixo:





Gostei bastante desta aula pois apenas conhecia a Máfia e as suas actividades muito por alto, e aprendi coisas que não fazia ideia sobre esta organização criminosa. Não entreguei este trabalho na aula, mas decidi realiza-lo para o por no e-portofolio, pois considero o tema bastante interessante. Este tipo de aulas motivam-me bastante pois os conteúdos apresentados não estão, à primeira vista, relacionados com o nosso curso de economia e gestão, mas acabamos por conseguir fazer uma ligação com aquilo que já aprendemos. Neste caso, pus em prática conceitos aprendidos nas aulas de Introdução ao Estudo da Empresa, contribuindo para a sua compreensão, pois através de casos práticos é mais fácil compreender os conteúdos teóricos.

Madonna vs. Salvatore Acquaviva - O caso de plágio


No resumo que apresentei no post anterior, era referido um caso de plágio no mundo da música. Ficou provado que a cantora Madonna plagiou a música Frozen, cujos direitos pertenciam ao compositor belga Salvatore Acquaviva. Apesar de este assunto não estar relacionado com a disciplina, decidi aprofundá-lo pois a Madonna é uma cantora que eu aprecio bastante.

O compositor acusou a "rainha da pop" de ter copiado uma das suas músicas e um tribunal da Bélgica deu-lhe razão. O juiz ordenou à EMI, à Sony e à Warner Music que retirassem do mercado belga o álbum Ray of Light, que contém a música plagiada, e proibiu as rádios e as televisões do país de passarem Frozen. O juiz considerou que a canção de Madonna utiliza quatro acordes da música MaVie Fout L'camp (que se pode traduzir como "A minha vida não vai a lugar nenhum"), da autoria de Salvatore Acquaviva.

Ficou decidido em Tribunal que se as companhias discográficas não cumprissem as suas ordens num prazo máximo de 15 dias, podiam ter de pagar uma multa de mais de 100 mil euros. No entanto, ainda há possibilidade de recurso, o que pode fazer com que o caso se arraste por mais algum tempo. "Tentámos chegar a um acordo amigável, mas eles não quiseram negociar. Por isso tive de os processar por plágio", explicou Victor-Vincent Dehin. O advogado do compositor belga vai ainda tentar negociar um acordo compensatório, mas voltará a tribunal se tal for necessário.

O álbum Ray of Light foi um dos grandes sucessos de Madonna, valendo-lhe boas críticas, muitas vendas e quatro Grammys, incluindo o de Melhor Álbum Pop. Numa altura em que a carreira da cantora está de novo em alta, com o lançamento do disco Confessions on a Dance Floor, esta polémica dá-lhe ainda mais visibilidade, mas desta vez pelas piores razões.




Para os mais curiosos, Madonna Louise Veronica Ciccone nasceu em Bay City no dia 16 de Agosto de 1958, e é uma cantora, produtora, bailarina, actriz, modelo e empresária norte americana, de ascendência italiana. A sua carreira ficou marcada pelo enorme sucesso no campo da música, apesar de estar também marcada por grandes polémicas e controvérsias. Madonna é a cantora que vendeu mais albúns em todo o mundo. Foi também eleita em 2006, pelo Guiness World Records como a cantora mais bem paga e rica do mundo. As suas músicas estão, normalmente enquadradas na área pop, mas também já trabalhou noutros estilos, como dance e R&B. Ao longo da sua carreira, que conta já com quase 30 anos, ganhou bastantes prémios, entre eles 7 Grammy Awards, 1 Globo de Ouro, 4 EMA e 21 VMA.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

"On The Economic Of Plagiarism", por Alan Collins, Guy Judge e Neil Rickman



Uma das aulas que achei mais interessante neste semestre, foi passada a aprender como encontrar livros e informações na biblioteca da Católica. Para isso, a aula contou com a presença de um funcionário da biblioteca que nos explicou ao pormenor a melhor e mais rapida maneira de encontrar as informações para os nossos trabalhos, tanto através de livros, ou através de computadores, caso estejamos à procura de artigos ou publicações em revistas, etc. Até este dia não sabia que a nossa biblioteca era tão completa e muito menos sabia qual era o melhor modo de encontrar um livro, pois ainda não tinha percebido que a organização dos mesmos segue umas certas regras. Assim, o professor ensinou-nos como saber se um livro se encontra na biblioteca através do seu sítio na internet. De seguida, fizemos um exercício em grupo que consistia na resposta a algumas perguntas, recorrendo ao site.


Durante esta semana, o trabalho proposto foi o resumo do texto "On The Economic Of Plagiarism". Esse texto fala do aumento dos casos de plágio, principalmente entre estudantes universitários. Para encontrar este artigo, tivemos de recorrer ao que aprendemos na aula. Aqui está o meu resumo:



Resumo do artigo “On The Economic Of Plagiarism”

1. Introdução
O plágio pode envolver a transgressão dos direitos de propriedade intelectual em muitas áreas da vida. A BBC denunciou recentemente um caso entre o compositor belga Salvatore Acquaviva e a cantora Madonna. Ficou provado em tribunal que a letra da música “Frozen” da pop star era copiada de uma original do compositor, e que este teria sido vítima de plágio. Outro caso encontrado diz respeito ao plágio feito por funcionários UK Government Foreign e da Commonwealth num relatório sobre os riscos potenciais do terrorismo que o ex-regime iraquiano poderia trazer. Houve também casos de jornalistas que tiveram de se demitir depois de terem sido acusados de plágio. Tem sido objecto de uma análise detalhada o plágio de pesquisas académicas de carácter económico.
Quando um benefício financeiro directo vindo de certas práticas é identificável, torna-se válida a oportunidade de se procurar resolver a questão em tribunal. Quando esse acto é cometido por um funcionário público pode ser considerado que este não agiu de boa-fé. Quando se trata de violação dos regulamentos das universidades e intervenção legal posterior, pode até dar-se o caso em que a universidade é o arguido e o suposto plagiador é o queixoso, sendo que o ultimo pode alegar tem direito a uma compensação pelos seus estudos terem sido interrompidos e/ou que foi vítima de difamação.
São cada vez mais os casos de plágio registados nas instituições de ensino superior em todo o mundo. Uma recente pesquisa realizada no Reino Unido concluiu que um quarto dos inquiridos admite ter plagiado e 16% admite tê-lo feito mais do que uma vez.
Recentemente no Reino Unido, uma aluna de MBA foi expulsa da sua universidade assim que descobriram que tinha pago a uma empresa especializada para realizar o seu trabalho final de curso. Muitas universidades têm agora nos seus sítios na internet espaços onde se encontram informações acerca do plágio para alertar os estudantes.
Os custos desta actividade são grandes. Ao mesmo tempo que o plágio afecta a integridade dos graus académicos num mercado global, desvia escassos recursos académicos do ensino e actividades de pesquisa, para o acompanhamento e detecção de actividades. Assim, há uma significante relevância política, para além do interesse académico natural, abrindo o debate sobre este tema.
Uma visão alternativa pode ser que o plágio representa agora normas de comportamento muito mais aceites. No entanto, embora as técnicas de plágio não sejam novas, as mudanças tecnológicas e a evolução de mercado tornaram a sua prática menos demorada, mais barata e generalizada.



2. As mudanças na natureza do Ensino Superior e a motivação para plagiar
2.1. Os bons velhos tempos?
Antes do uso generalizado da internet, o plágio consistia na transcrição das informações que as fontes continham e posterior integração das mesmas, de modo a criar algo coerente e sem semelhanças com o original. Uma vez que este método ainda requer o uso de algum pensamento analítico importante para sintetizar um bom trabalho, podia acontecer que esse esforço para tornar esse mesmo trabalho num “não-plagiado” não seria muito bom. Desta forma, poder-se-ia argumentar que o estado da tecnologia veio de alguma forma inibir a extensão do plágio. Além disso, antes do uso generalizado da internet no ensino universitário, havia uma maior proporção de alunos interessados. Esses alunos tinham menos necessidade de recorrer ao plágio e tinham mais interesse nos códigos de honra da universidade ou nos costumes sociais associados à presença na sua comunidade.



2.2 Mudar os códigos de honra académicos?
Há um crescente corpo de trabalho que fornece análises económicas sobre até que ponto os indíviduos estão dispostos a seguir os seus costumes, como os códigos de honra académicos. Segundo Gifford, esses códigos não se desgastam com o uso, mas são reforçados pela sua utilização crescente. Contudo, também são destruídos ou diminuídos pelo seu mau uso, ou por não serem usados tanto quanto seria possível.
Outro factor que poderá ter contribuído para a mudança de atitudes entre os estudantes é o crescente sentimento de corporativismo universitário. Isto remete para um processo em que os académicos são vistos como trabalhadores, e os estudantes são vistos como clientes que pretendem comprar um diploma que está sujeito a uma avaliação de qualidade de uma forma semelhante à compra de qualquer outro bem.




2.3. Motivações alternativas para o plágio?
Para alguns indivíduos, a participação em actividades que envolvem o plágio pode simplesmente surgir quando o comportamento “enganoso” é um traço de personalidade intrínseco. No entanto, também se defende que os individuos recorrem ao plágio para realizarem um trabalho sem necessidade de tanto esforço e sem perder tanto tempo. O crescimento dramático de estudantes estrangeiros a plagiar trabalhos é considerado compreensível uma vez que muitos deles, além de terem um trabalho extra curricular, ainda se deparam com a dificuldade de adaptação à língua e aos novos métodos de estudo. Há também alguns estudantes que não se consideram capazes de realizar os seus trabalhos finais, e recorrem ao plágio para conseguirem estar ao nível dos seus colegas e entrar para o mercado de trabalho. Ainda assim, muitos estudantes envolvidos num estudo realizado no Reino Unido, responderam que era mais fácil plagiar do que realizar o trabalho de raiz, e que isso era mais uma motivação para plagiar.


5. Observações finais e futuras questões de investigação empírica
Este artigo apresenta alguns modelos de decisão do estudante sobre plagiar ou não, lança alguns temas de discussão e contribui para desencadear uma intervenção económica no debate sobre a natureza e a escala do plágio. Pretende também encontrar políticas que o combatam. Este artigo pode também proporcionar uma avaliação empírica dos custos do plágio para a economia, e conclui que há ainda um grande caminho a percorrer para encontrar formas de combater o plágio.

George Orwell


Eric Arthur Blair foi um jornalista e escritor britânico, que escreveu sob o pseudónimo de George Orwell. Nasceu na Índia no dia 25 de Junho de 1903 e faleceu a 21 de Janeiro de 1950, em Londres. A sua escrita é marcada por descrições de condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade. As suas obras mais conhecidas são Nineteen Eighty-Four e Animal Farm.


Um dos trabalhos que nos foi proposto foi um resumo do texto "Politics and the English Language", onde o autor fala sobre a escrita.

O autor começa por falar da língua inglesa, concluindo que a sua decadência acompanha a decadência da civilização. Há uma relação entre o declínio da linguagem e a economia e política, pois usamos mal a linguagem porque pensamos mal. Por isso, a regeneração política depende da nossa capacidade para nos libertarmos dos maus hábitos linguísticos. Como os nossos pensamentos são disparatados, a linguagem torna-se pouco precisa. Ainda assim, o autor considera que os maus hábitos de linguagem podem ser evitados se quisermos.

Neste texto também é explicado o significado de metáforas moribundas. Uma metáfora é considerada tecnicamente morta quando se transforma numa palavra comum sem poder evocativo. Hoje em dia, são muitas as metáforas utilizadas que perderam o seu sentido original. O autor fala também de operadores, que são palavras que substituem os verbos e nomes mais adequados naquela frase ficando esta, aparentemente, mais completa. Faz também referência a frases banais, vocabulário pedante, como palavras eruditas e estrangeirismos.


Eu não realizei este trabalho de TAC, mas como estudo para o teste acabei por ler este texto e tentar compreender aquilo que o autor pretende transmitir. Apesar de estar a falar especificamente da língua inglesa, há muitos exemplos dados que podem também ser aplicados à nossa língua. É claro que a qualidade da nossa linguagem está a decaír. As pessoas falam cada vez pior e nem sequer têm consciência disso, o que leva a que não haja uma vontade de melhorar. É preciso investir no ensino da nossa língua, começando pelas crianças mais novas para que estas desenvolvam capacidades de "falar bem".